Categoria: Ecossistema

Um Pouco Sobre Parques Tecnológicos

Nesse post iremos abordar um pouco do assunto sobre parques tecnológicos, mas antes vamos entender um pouco de conceito sobre o tema.

Parques tecnológicos

“Parques Tecnológicos são complexos de desenvolvimento econômico e tecnológico que visam fomentar economias baseadas no conhecimento por meio da integração da pesquisa científica-tecnológica, negócios/empresas e organizações governamentais em um local físico, e do suporte às inter-relações entre estes grupos. Além de prover espaço para negócios baseados em conhecimento, PqTs podem abrigar centros para pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inovação e incubação, treinamento, prospecção, como também infra-estrutura para feiras, exposições e desenvolvimento mercadológico. Eles são formalmente ligados (e usualmente fisicamente próximos) a centros de excelência tecnológica, universidades e/ou centros de pesquisa. (UNESCO e IASP)”.

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Figura 1 – Modelo Conceitual do Parque Tecnológico – Relação entre os atores

Na figura 1 é apresentado um modelo conceitual de parque tecnológico e as relações entre os atores, retirado do artigo AVALIANDO A ESTRATÉGIA DO PARQUE TECNOLÓGICO OCEANTEC A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DA FERRAMENTA ESTRATEGIGRAMA

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   Figura 2 – Os 9 Maiores Polos Tecnológicos  do Mundo.

Fonte: Tecmundo

Extremo oriente

Quando pensamos na importância da Ásia no mundo da tecnologia, é comum imaginarmos a China como um dos principais setores de fabricação dos eletrônicos, É neste mesmo continente em que estão gigantes como  Samsung e LG — ambas da Coreia do Sul.

O reconhecimento da importância da tecnologia é bem evidente também em Singapura. Por lá, todo o território é atendido pela cobertura de WiFi gratuito. Várias empresas norte-americanas apostam no potencial para o desenvolvimento de software de Singapura, e a prova disso está nos escritórios e investimentos da Microsoft, IBM, HP e várias outras.

De volta à China — em Hong Kong, para sermos mais exatos —, encontramos uma grande quantidade de empresas dedicadas à pesquisa e ao desenvolvimento de robôs, além de o lugar possuir a concentração de empresas especializadas em efeitos visuais. O território chinês ainda é lar de grupos muito importantes, como ASUS, Acer, VIA (fabricante de processadores), HTC e a conhecida Foxconn.

O Japão não pode ser esquecido, pois é o país de origem de algumas das empresas mais importantes das últimas décadas. Sony, Toshiba, Panasonic e Nikon são japonesas e, por muitos anos, foram referência mundial nos segmentos em que atuam. Isso sem falar que a população japonesa é uma das mais bem equipadas do planeta.

Mais exemplos asiáticos

Além dos países do extremo oriente, há outras nações asiáticas que podem ser destacadas nesse processo de evolução tecnológica. E, nisso, podemos destacar dois países que possuem não apenas potencial tecnológico, mas também uma grande quantidade de empresas dedicadas à produção de softwares. Mais do que isso, as regiões também recebem investimentos de gigantes ocidentais.

Estamos falando de duas regiões: Bangalore (na Índia) e Tel Aviv (em Israel). A região indiana recebe apoio de poderosas empresas (como a Microsoft, HP e 3M), além de concentrar 35% dos trabalhadores envolvidos com TI do país. Já em Israel é possível encontrar uma enorme quantidade de desenvolvedoras de software dos mais diversos tipos.

Segundo o The Wall Street Journal, Tel Aviv se tornou um dos grandes centros mundiais de concentração de start-ups. Há quem diga que, por causa do potencial da região, Tel Aviv pode ser considerada como Vale do Silício no Oriente Médio.

América Latina em destaque

Quando nos referimos às start-ups, não podemos deixar a América Latina de lado. Muitas boas ideias surgem no Brasil e nos países próximos. Steve Blankcita Santiago (a capital do Chile) como um dos grandes polos, pois, além de possuir empresas com propostas muito interessantes, o governo oferece excelentes incentivos para esse mercado que cresce tanto.

Mais do que isso, universidades chilenas, como a Universidade Católica do Chile, incentivam os estudantes a investirem em tecnologia. O país ainda é palco de fóruns de inovação tecnológica. Também devemos nos lembrar do Brasil, que reúne pesquisadores e investidores com maestria nos fóruns de inovação — além de ter uma grande gama de desenvolvedores envolvidos com o software livre.

Em São Paulo, temos duas grandes cidades para citar. Campinas é um polo de start-ups de altíssima qualidade, tendo inclusive uma associação dedicada ao tema. Também é preciso falar sobre São José dos Campos, que, além de ter empresas dedicadas à tecnologia, conta com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) — uma das mais respeitadas instituições de ensino do país.

Na região existe muito mais do que investimentos na produção de tecnologia, pois os fomentos educacionais também são muito presentes. Para finalizar o tema “América Latina”, ainda podemos citar a capital Argentina (Buenos Aires), que conta com o “Pallermo Valley”. Trata-se de uma região que trabalha somente com alta tecnologia, conforme contado pelo World Finance.

O bom e velho Vale do Silício

San José, a capital do Vale do Silício (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
San José, a capital do Vale do Silício (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

É impossível não falar sobre um dos mais importantes polos tecnológicos do planeta.

O Vale do Silício, está situado na Califórnia, Estados Unidos, região esta denominada pólo industrial e que concentra diversas empresas de tecnologia da informação, computação entre outras. O local começou a se desenvolver no ano de 1950, com o objetivo de gerar e fomentar inovações no campo científico e tecnológico. A maioria das empresas instaladas na região, são do ramo da eletrônica, informática e componentes eletrônicos.

O nome Silício é utilizado como homenagem ao próprio elemento químico (Si), que é a matéria-prima básica e de fundamental importância na produção da maior parte dos circuitos e chips eletrônicos.

Seu início no ano de 1950 teve dois fatores predominantes que impulsionaram a região, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, devido a necessidade de produção de armas e construção de aviões de caça. Na época, as indústrias eletrônicas instaladas no Vale do Silício, foram as fornecedoras de todo material necessário. Porém existem algumas ressalvas de historiadores que datam a origem do Vale do Silício no ano de 1906, e a associam a origem do rádio. Na época, engenheiros tinham seus laboratórios instalados na região e iniciaram os testes deste meio de comunicação. Por ser um local propício, com facilidade para obter materiais e baixo custo, vieram outras empresas do ramo de tecnologia, também com o intuito de conseguir avanços em eletrônica. 

O Vale do Silício envolve algumas das empresas mais conhecidas e presentes na tecnologia mundial, o que inclui alguns nomes bem relevantes. Apple, Yahoo! e Google podem ser citadas, mas o que realmente faz a fama da região são as empresas dedicadas exclusivamente ao hardware.

No Vale do Silício estão a Intel, AMD e NVIDIA, três das mais poderosas empresas fabricantes de processadores e placas do mundo. Além delas, a Qualcomm também fica nas proximidades, deixando ainda mais clara a relevância deste setor dos Estados Unidos.

O nome do “Vale do Silício” é oriundo da quantidade de empresas de tecnologia instaladas desde o início da década de 1950. Por causa disso, diversos outros polos tecnológicos podem ser citados como “Vale do Silício”, sempre acompanhado do nome do país em que são encontrados.

Cenário Brasileiro.

Outros 4 parques tecnológicos nacionais que se destacam:

San Pedro Valley – Belo Horizonte – MG

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Figura 3 – San Pedro Valley.

Uma das regiões mais voltadas às startups dedicadas à inovação tecnológica. Ao todo, são 188 empresas iniciantes, quatro aceleradoras, sete incubadoras.

PqTec – São José dos Campos – SP

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Figura 4 – Parque Tecnológico – São José dos Campos

Próximo a três grandes instituições de ensino – ITA, Fatec e Unifesp- , o parque é o maior centro de inovação voltada à defesa e à aeronáutica do Brasil, 25 pequeas empresas fazem companhia às gingantes multinacionais gerando cerca de 950 empregos na região.

Tecnopuc- Porto Alegre – RS

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Figura 5- Tecnopuc.

Ligado à PUC gaúcha, o polo é composto basicamente por empresas locais – apenas 30% são compostos por grandes multinacionais. Mais de 6 mil e 120 empresas faze parte da região.

Parque Tecnológico da UFRJ – Rio de Janeiro  – RJ

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Figura 6 – San Pedro Valley.

Estimulado pela presença da Petrobras, o parque cresceu junto com diversas empresas da região. laboratórios e centros de pesquisas de 46 empresas ( sendo 26 iniciantes) abrigam mais de 1.500 trabalhadores.

Fonte: Tecmundo.

Referências.

ABDI – PARQUES TECNOLÓGICOS NO BRASIL Estudo, Análise e Proposições.http://www.abdi.com.br/Estudo/Parques%20Tecnol%C3%B3gicos%20-%20Estudo%20an%C3%A1lises%20e%20Proposi%C3%A7%C3%B5es.pdf Acesso em ago. 2015.

AEDB – AVALIANDO A ESTRATÉGIA DO PARQUE TECNOLÓGICO OCEANTEC A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DA FERRAMENTA ESTRATEGIGRAMA.  http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos12/63516795.pdf Acesso em ago. 2015.

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Pernambuco: Ecossistema Local

Texto produzido por: Estela Nunes

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Olá pessoal,

Sejam bem-vindos a mais um post do Blog da disciplina de Empreendimentos em Informática, ministrada pelo professor Cristiano Araújo. Dessa vez vamos falar sobre Pernambuco e seu ecossistema local.

Mas antes de começarmos, vamos nos apresentar. Somos alunos do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nossa equipe é formada por: Estela Nunes (eu), Leonardo Coutinho, Reginaldo Júnior e Álvaro Connoly.

Neste post vamos falar sobre os pontos fortes de Pernambuco na atratividade de empresas, apresentando o PRODEPE (Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco), além das oportunidades para empresas iniciantes, apresentando as incubadoras e aceleradoras locais. Por fim vamos apresentar alguns pólos de desenvolvimento presentes em Pernambuco, como o ParqTel, SUAPE e o Pólo Automotivo de Goiana. Continuar lendo “Pernambuco: Ecossistema Local”