Categoria: Relatório

Relatório de disciplina: Archimedes

A missão do Archimedes é: criar, aplicar e corrigir provas e simulados. Foi durante a disciplina de Empreendedorismo em Informática, no semestre 2015.2 do curso de Sistemas de Informação, CIn-UFPE, que coincidiu com o programa de aceleração da JUMP Brasil (aceleradora do Porto Digital) que alcançamos grandes marcos nesse final de 2015 e inicio de 2016, começando o ano com excelentes perspectivas.

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Abaixo segue o relatório final, o canvas e o vídeo utilizado na apresentação da disciplina.

 

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Relatório – Fretaí

Empreendimentos em Informática

ufpe cin

Equipe:

Jorge Linhares | jhcl@cin.ufpe.br | blog user: @jorgehclinhares

Sandrine Ventura | svm2@cin.ufpe.br | blog user: @sandrinevm

Rayelle Cruz | rvics@cin.ufpe.br | blog user: @rivcs

Introdução

Este relatório aborda a concepção e validação da startup para logística de cargas “Fretaí” e tem como objetivo apresentar uma breve análise de suas fases seguindo o modelo Lean Startup proposto por Eric Ries. Ele está organizado em 5 partes:

Na parte 1 será exposto um breve resumo da concepção de produto e suas mudanças iniciais. A parte 2 apresenta as formas de validação usadas. Na parte 3 é mostrado através de algumas análises, qual será o futuro da logística. A parte 4 aborda sobre o modelo de negócio do produto, tais como suas métricas e o Lean Canvas. Por fim, a 5° parte mostra um vídeo explicativo do funcionamento do produto bem como o feedback recebido.

Todas as informações aqui explicitadas foram obtidas através de pesquisas online e bibliográficas sobre Lean Startup, e logística de cargas como também em entrevistas com fretistas e pessoas diretamente ligadas ao ramo de distribuição de cargas em Recife.

Fretaí

CHANGE

Em sua concepção inicial a startup se chamava pack.it e o objetivo era o mesmo de agora, ser um marketplace entre clientes e fretistas. A mudança veio por meio de validações que mostraram que o atual nome pack.it não era sugestivo no mercado ao qual estamos querendo adentrar. Por meio disto, foi sugerido que o nome pudesse mudar para Fretaí que faz alusão direta ao objetivo da startup.

Houveram poucas mudanças no modelo de negócio anterior para o atual, o objetivo sempre foi de ser uma Startup que pudesse facilitar a troca de comunicação de demanda e oferta entre clientes e fretistas. Porém percebemos que teríamos pouco controle sobre o processo, uma vez que inicialmente a aplicação se daria como um trocador de mensagens, onde o fretista e o cliente poderiam negociar um frete sem qualquer intervenção da Fretaí. Deste então adotamos uma postura mais firme e buscamos mapear o processo com mais detalhes e elaborar uma resposta viável ao qual possibilite que o nosso cliente possa sentir mais segurança e comodidade. Tanto por parte da avaliação um pouco mais rigorosa de aceitação de fretistas, quanto pela erradicação das trocas de mensagens por um mecanismo intuitivo de processo de solicitação de frete, onde o cliente solicita um frete já sabendo o range de possíveis de valores do mesmo e assim o sistema aloca o fretista mais próximo, disponível e adequado.

Validação

Durante o processo de construção do modelo de negócio aconteceram algumas avaliações, ocorrendo sempre de forma a separar a validação por parte do cliente e por parte do fretista. A validação ocorreu antes da disciplina de empreendimentos em informática ter o seu início. Esta validação foi considerada mais aberta e com o propósito de conhecer mais o mercado de fretes. Segue o link com uma planilha com perguntas, respostas e gráficos criados a partir das respostas.

Conclusão da entrevista aos clientes: Entende-se que a maior parte dos clientes estão sobre a faixa etária de 30 à 40 anos de idade, sendo indiferente o sexo. Como esperado, a maioria dos clientes necessitam de fretes em uma frequência anual, isto era previsto uma vez que já sabíamos da dificuldade de localização destes fretistas. O que confirmou isto foi o questionamento sobre o “conhecimento de algum fretista na sua localidade” e reforçado pelos indicativos de “facilidade de localizaçao destes profissionais” que apontaram para a falta de visibilidade que este tipo de profissional tem, pois a maneira dos clientes acabam procurando por fretistas por meio de indicações de amigos. Contudo a avaliação de satisfação do profissional aponta para  um resultado positivo.

Conclusão da entrevista aos fretistas: Entende-se que a maior parte dos fretistas estão também sobre a faixa etária de 30 à 40 anos de idade, sendo sua maior parte do sexo masculino. Os indicativos de frequencia e facilidade ao encontrar clientes mostram que no mercado ainda existe espaço para melhoraria e amplificação da visibilidade destes profissionais.

Vídeo Explicativo (Pitch)

Vídeo foi criado para validar os novos ajustes no modelo negócio que ocorreram durante a disciplina,  para tal apresentamos o mesmo para cliente e para fretistas. Seguindo o questionário breve de perguntas após a apresentação:

  1. O que você entendeu sobre o vídeo?
  2. Existem dúvidas?
  3. Você aderiria o produto?
  4. Você sugere alguma melhoria?

As respostas seguem no link

Análise do Futuro da Logísitica de Cargas

Uma das atividades propostas no decorrer da cadeira de empreendimentos foi a realização de uma breve análise sobre o futuro da nossa Big Idea, A Logística de Transporte de Cargas.

Para tal análise, levamos em conta as tendências que estão surgindo no setor de Logística e escolhemos, dentre elas, alguns sinais (inovações mesmo que pequenas mas que possuem potencial de escalar) que evidenciam qual será o futuro da logística de cargas. A partir de 9 sinais coletados, criamos Forecasts que são estórias consistentes e que façam sentido sobre o futuro de uma área e que provocam insights no presente. Estes Forecasts se fazem presentes no ppt disponibilizado ao final desta seção.

Tendo esses Forecasts definidos, criamos o gráfico das duas curvas, proposto por Ian Morrison que é dividida em: O modelo de negócio atual e que podem virar resíduos (não ter tanta credibilidade no futuro) e as inovações de hoje que crescerão e serão o modelo de negócio escalável de amanhã. No centro dessas duas curvas está o fator crítico que fará com que as inovações de hoje virem o modelo de negócio de amanhã e o que está em “alta” hoje que será resíduos e não terá tanto valor no futuro. Após analisar essas duas curvas, elaboramos estratégias para que a Fretaí não vire “resíduo” mas que consiga, mediante o conhecimento do que vem no futuro, se manter e escalar.

Ao final desta análise, vimos que a Logística de Cargas continua crescendo e com novas tendências como Internet das Coisas, Veículos autônomos, Drones, dentre outras oportunidades que nos fazem acreditar que a Fretaí tem condições de se apegar e mudar juntamente com essas tendências de forma a conseguir escalar e se sustentar com um modelo de negócios repetível.

Modelo de Negócio

Para construção do modelo de negócio foi utilizado o Lean Canvas, que tem como objetivo dar maior foco aos aspectos considerados mais arriscados na criação de uma startup.

COMPOSIÇÃO

  • Problemas: Foi identificado na validação que existem 2 problemas chaves, ambos na relação cliente x fretista. Por parte do fretista foi identificado a sua baixa visibilidade no mercado, o que provoca a dificuldade de encontrar clientes. O segundo problema serve como resposta ao problema do fretista, pois tais clientes/empresas não conseguem encontrar fretistas com facilidade e segurança. Existem também algumas alternativas a esta falha de relacionamento que não suprem totalmente esta necessidade, como por exemplo grupos em redes sociais onde fretistas podem publicar ofertas de frete e aplicativos de logística de carga que focam na relação empresa x fretista visando uma gama específica de tipos de fretistas que transportam médias/grandes cargas.
  • Proposta única de valor: Como proposta única de valor está a melhora na exposição do fretista o que impacta em uma maneira mais prática e eficaz de encontrar fretistas autônomos. Podemos nos conceituar como o easy taxi dos fretes.
  • Seguimentos de Clientes:
    • Fretistas autônomos
    • Pessoas que necessitam transportar pequenas e médias cargas e que são portadoras de um smartphone.
    • Estabelecimentos comerciais que necessitem transportar algum tipo de mercadoria, como farmácias, padarias e entre outros.
      • Early Adopters: Fretistas autônomos que estão sofrendo mais com a escassez de clientes.
  • Solução: Um produto de software mobile capaz de enviar solicitações de frete para fretistas autônomos e disponíveis para realizar fretes. Este seria um market place entre clientes e fretistas onde nosso produto seria capaz de listar fretistas cadastrados (sob a vigilância de avaliações) que se dispunham para realizar fretes e clientes que procurariam por um fretista que melhor se adeque as suas necessidades.
  • Diferenciais: Não foi identificado nenhum diferencial em potencial, porém foi especificado que o algoritmo de precificação de fretes deve abstrair a camada de negociação. Este algoritmo levaria em consideração o peso da carga, distância, viagens e entre outros fatores.
  • Canais:
    • Lojas de aplicativos
    • Páginas em redes sociais
    • E-mail
    • Site oficial do produto
  • Métricas Chaves: Como modelo para méticas foi utilizado o AARRR (Startup Metrics), que consiste em levantar os indicativos:

aarrrAquisição: Download recebidos nas lojas de aplicativos

Ativação: Realização de um frete pela aplicação

Retenção: Porcentagem de clientes que voltaram a cadastrar carga

Referência: Mencionamento do aplicativo nas redes sociais

  • Estrutura de custos:
    • Servidor(es) web para a hospedagem e de base de dados
    • E-mail Marketing para relacionamentos com os clientes
  • Canais de receita: Como canal de receita foi formulado uma cobrança por fretes realizados. Esta taxa será cobrada aos fretistas.

Conclusão – Perspectiva de Rayelle Vera Cruz

A idealização do antigo Pack.it surgiu antes de cursarmos a disciplina de empreendimentos em informática, porém não tínhamos uma visão mais “estratégica” do produto que atendesse tanto ao cliente quanto ao fretista de forma que gerasse lucros para nós, nossa visão era mais de estudantes de informática.

A metodologia Lean que foi abordada em sala de aula nos fez ver o quanto que tínhamos a aprender ainda para que nossa Startup conseguisse chegar a um modelo de negócio repetível e escalável.

O Lean Startup é baseado no build-measure-learn (construir-medir-aprender), que é um “loop de feedbacks”. Pondo em prática esta metodologia, pivotamos algumas ideias que surgiram no início do Pack.it, que hoje, a partir do aprendizado adquirido nas atividades propostas durante a cadeira e da validação com Early Adopters, se chama Fretaí e com umas features a mais com relação à nossa proposta inicial.

As metodologias abordadas em sala ampliou nossa visão para o mercado e nos ajudou a compreender que, errar cedo é melhor pois gera aprendizado, e é com esse aprendizado adquirido que continuaremos a trabalhar para que o Fretaí cresça e se mantenha.

Conclusão – Perspectiva de Jorge Henrique C. Linhares

É possível afirmar que a mistura entre metodologia e a prática foram positivas não só para o Fretaí, mas como para mim. O Lean Startup foi trivial para criarmos um modelo de negócio enxuto e que seguiu a visão essencial de uma Startup que é diferente de ser uma empresa, pois não temos um modelo de negócio repetível e escalável. A quantidade de mensuração por meio de validações nos ajudaram a entender que esta era forma de criar uma um produto sob medida, que se adeque as necessidades reais dos nosso clientes. Isso só foi possível pela forma como passamos a ouvir mais os nossos clientes e assim entender um pouco melhor as suas dores.

Foi muito importante podermos definir métricas seguindo o modelo AARRR, desta forma conseguimos mensurar o grau de eficiência da nossa solução, assim como identificar em qual etapa do processo nós podemos estar errando.

É válido salientar que fomos preparados com enfoque em inovação, onde por meio de indicadores entender melhor o nosso mercado e assim fazer uma previsão de como nos comportar. Conseguimos construir um gráfico das duas curvas que nos ajudou a entender como possivelmente nosso mercado vai se encontrar no futuro e como também criarmos estratégias para que estejamos prontos e aptos a atingir inovação.

Por fim, toda experiência adquirida foi importante para entendermos que ainda existe muitos outros passos a serem dados, mas que estamos hoje em um caminho direcionado. Nós que formamos a Fretaí temos um objetivo comum de fazermos esta startup escalar.

Conclusão – Perspectiva de Sandrine Ventura Martins

A ideia inicial para o projeto surgiu antes de iniciarmos a cadeira de Empreendimentos em Informática, e logo no início enfrentamos alguns problemas para trabalha-la da maneira que seria interessante para o público e não para nós que estávamos criando.

A metodologia Lean Startup -metodologia que preconiza a experimentação em vez do planejamento minucioso, a opinião do cliente em vez da intuição, o projeto iterativo em vez da tradicional concepção de um produto acabado já de início- nos ajudou bastante a adiantar o processo de construção do MVP para que assim pudéssemos receber feedbacks mais rapidamente dos clientes e mudar o que fosse necessário, nos levando a pivotar de algumas ideias iniciais, como por exemplo, a forma de pagamento que no início não seria intermediada pelo aplicativo.

A partir da validação incessante por parte de clientes e fretistas, acreditamos que estamos caminhando pelo caminho certo para se obter um produto que será necessário para a vida das pessoas.